O objetivo principal desta iniciativa é assinalar o bicentenário do constitucionalismo em Portugal (1820-2020), em comemoração da revolução liberal e das primeiras eleições constituintes em Portugal, promovendo um encontro científico internacional na área da História Constitucional, em geral, e do parlamentarismo e da democracia eleitoral, em particular. Tendo como referência as revoluções constitucionais na América do Norte (1776), na França (1789) e na Europa e, por último, na América Latina (séc. XIX). As propostas a apresentar devem incidir sobre eleições parlamentares anteriores ou posteriores a essas datas, incluindo as assembleias constituintes, com um particular destaque para o momento constitucional crucial em que se deu a viragem do sistema eleitoral tradicional para o sistema eleitoral moderno. Em suma, o fio condutor será o das eleições parlamentares ao longo dos séculos (desde a Idade Média até aos dias de hoje), que são consideradas o principal instrumento da democracia representativa e de manifestação do ideal da soberania popular. Este evento pretende ser um contributo para a história constitucional e política do parlamento, tendo como ponto de apoio as eleições realizadas para a sua composição.
O exemplo de Portugal (a adaptar a outros países): ainda em 1820 aparecem as primeiras leis eleitorais, realizam-se as eleições para as Cortes constituintes de 1821/22 e altera-se o sistema eleitoral parlamentar, contribuindo para a instituição das modernas assembleias parlamentares, diferentes das assembleias representativas medievais, por serem instituições permanentes baseadas no sufrágio individual, independentemente da origem ou categoria social.
Temas (Portugal):
(i) Eleição dos procuradores às antigas Cortes (séc. XIII-1697), incluindo as Cortes de 1828;
(ii) as várias eleições para Cortes/Assembleias constituintes desde 1820 (eleições constituintes de 1820, de 1836, de 1911 e de 1975) e respetivas «constituições eleitorais», ou seja, as disposições constitucionais dedicadas às eleições nas sucessivas constituições nacionais;
(iii) o universo eleitoral e recenseamento eleitoral ao longo do constitucionalismo moderno (1820-1976);
(iv) a evolução da democracia eleitoral portuguesa.
Tema principal:
Eleições para as cortes tradicionais (séculos XIII-XIX) às eleições constituintes e parlamentares modernas (séculos XIX-XX).
Temas conexos:
I - Antes da Revolução
II – Da revolução à Constituição
Junta Provisional do Governo Supremo do Reino
O principal decano (presidente), António da Silveira Pinto da Fonseca (vice-presidente); deputados: o conde de Penafiel, Hermano José Braamcamp do Sobral, o desembargador Manuel Fernandes Tomás, o Doutor Fr. Francisco de S. Luís, o bacharel José Joaquim Ferreira de Moura; encarregado dos negócios do reino e fazenda, o deputado Manuel Fernandes Tomás; encarregado dos negócios estrangeiros, o deputado Hermano José Braamcamp do Sobral; secretários dos negócios da guerra e marinha, com voto nos objetos da sua repartição, o tenente general Matias José Dias Azedo; ajudantes do deputado encarregado dos negócios do reino e fazenda, o bacharel José Ferreira Borges e o bacharel José da Silva Carvalho; do deputado encarregado dos negócios estrangeiros, Roque Ribeiro de Abranches Castelo Branco; do secretário dos negócios da guerra e marinha, o coronel Bernardo Correia de Castro e Sepúlveda.
Junta Provisional Preparatória das Cortes
O conde de Sampaio, conde de Rezende, barão de Molelos, o coronel Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira, o coronel Bernardo Correia de Castro e Sepúlveda, o deão da Sé do Porto Luís Pedro de Andrade e Brederode, o desembargador do paço Manuel Vicente Teixeira de Carvalho, Pedro Leite Pereira de Melo, o desembargador da Casa da Suplicação Joaquim Pedro Gomes de Oliveira, Francisco de Sousa Cirne de Madureira, o desembargador do Porto João da Cunha Souto Maior, o bacharel Francisco de Lemos Bettencourt, Luís Monteiro, o desembargador Filipe Ferreira de Araújo e Castro, o bacharel José Maria Xavier de Araújo, o coronel de milícias José de Melo e Castro de Abreu, Francisco José de Barros Lima, o bacharel José Manuel Ferreira de Sousa e Castro, José Nunes da Silveira, o bacharel Francisco Gomes da Silva, o bacharel Bento Pereira do Carmo, o bacharel José da Silva Carvalho, o bacharel José Ferreira Borges.
1820.outubro.01 – Os membros da nova Junta Provisional do Governo Supremo do Reino chegam a Lisboa.
III - Brasil
1815 - 1822 - O Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves
IV - Depois da Constituição
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «A Semente Portuense de um País Constitucional», in História: Revista do Jornal de Notícias 11, dezembro de 2017, pp. 34-45.
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «Quando o País votou pela Liberdade Nacional», in História: Revista do Jornal de Notícias 12, fevereiro de 2018, pp. 40-55.
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «A primeira polémica política da Revolução de 1820», HISTÓRIA Jornal de Notícias 13, abril de 2018, pp. 44-53.
José DOMINGUES e Vital MOREIRA, «Nas origens do constitucionalismo em Portugal: o parecer de J. J. Ferreira Gordo sobre a Convocação das Cortes Constituintes em 1820.», in e-Legal History Review 28, junho de 2018, pp. 1-39.
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «Os votos de além-mar na revolução vintista», HISTÓRIA Jornal de Notícias 14, junho de 2018, pp. 39-47.
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «Os governos do vintismo entre a Revolução e a Constituição (1820-1822)», in História Jornal de Notícias 15, agosto de 2018, pp. 38-49.
José DOMINGUES e Manuel MONTEIRO, «Sistemas Eleitorais e Democracia Representativa no Limiar do Constitucionalismo Português», in Historia Constitucional 19, 2018, pp. 593-639.
Vital Moreira e José Domingues, «O “Pátio das Cortes” e a primeira sede do parlamento português (1821-1823», in História: Jornal de Notícias 16, outubro de 2018, pp. 44-55.
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «As Cortes de 1821 num "Instantâneo" de cem anos depois», in História: Jornal de Notícias 17, dezembro 2018, pp. 36-49.
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «O primeiro regimento interno das Cortes portuguesas (1820-1823)», in História: Jornal de Notícias 18, fevereiro 2019, pp. 38-47.
Vital MOREIRA e José DOMINGUES, «As Primeiras Eleições Constituintes no Brasil (1821)», in Fórum Administrativo 216, Belo Horizonte, 2019, pp. 61-78.
Comissários:
J. J. Gomes Canotilho (Univ. Lusíada / Univ. de Coimbra)
Vital Moreira (Univ. Lusíada / Univ. de Coimbra)
Comité executivo:
Vital Moreira (Univ. Lusíada / Univ. de Coimbra)
José Domingues (Univ. Lusíada)
Comité científico:
Alan MacDonald (Univ. of Dundee)
Carlos Garriga Acosta (Univ. País Vasco)
Eloy García (Univ. Complutense)
Faustino Martínez Martínez (Univ. Complutense)
Ignacio Fernández Sarasola (Univ. Oviedo)
Jairo Marconi Nicolau (Univ. Federal do Rio de Janeiro)
José Domingues (Univ. Lusíada)
José Joaquim Gomes Canotilho (Univ. Lusíada / Univ. de Coimbra)
Manuel Maria Cardoso Leal (Univ. de Lisboa)
Manuel Monteiro (Univ. Lusíada)
Maria Helena da Cruz Coelho (Univ. de Coimbra)
Mikel Urquijo (Univ. País Vasco)
Oscar Ferreira (Univ. de Bourgogne)
Pedro Ortego Gil (Univ. de Santiago de Compostela)
Ricardo Leite Pinto (Univ. Lusíada)
Sophie Thérèse Ambler (Univ. Lancaster)
Vital Moreira (Univ. Lusíada / Univ. de Coimbra)
Zília Osório de Castro (Univ. Nova de Lisboa)
Organização:
Apoios:
Câmara Municipal do Porto
International Commission for the History of Representative and Parliamentary Institutions
Submissão de propostas / Appel à communication
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Universidade Lusíada Norte
Rua Dr. Lopo de Carvalho, s/n
4369-006 Porto
Phone: +351 225 570 800